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Com foco na violência, Campanha da Fraternidade é lançada com missa em Feira de Santana

O arcebispo Dom Zanoni de Castro afirmou que o período da campanha é o tempo quaresmal, mas destacou que há algo muito significativo para a igreja, que se torna um tema para todo o ano.

A campanha da Fraternidade 2018 foi lançada nesta quarta-feira (14) na Catedral Metropolitana em Feira de Santana, com o tema Fraternidade e Superação da Violência. O arcebispo Dom Zanoni de Castro afirmou que o período da campanha é o tempo quaresmal, mas destacou que há algo muito significativo para a igreja, que se torna um tema para todo o ano.

“A igreja tem sempre presente a realidade concreta, a vida das pessoas e esta é a situação complexa em que vivemos, onde todos enfrentamos e estamos sujeitos a violência. A realidade da violência que atinge as famílias, as grandes e pequenas cidades, ricos e pobres. Há um egoísmo, o fechamento humano, que gera a violência e esse tema é propício para refletirmos. A igreja propõe como reflexão desse tema nos momentos das celebrações, nos encontros das famílias, nas reflexões bíblicas, momentos pastorais e em todos os espaços”, afirmou.

De acordo com Dom Zanoni, o período da Quaresma propõe aos fiéis uma mudança de vida, de reintegração da vida, dos costumes, da maneira de pensar e ser, tendo presente a realização do projeto de Deus. Ele destaca que para um mundo de paz, sem violência e sem morte é necessário mudança e empenho das pessoas.

“Somos pecadores, limitados e por isso que nós começamos com a imposição das cinzas para relembrar a fragilidade, a fraqueza e nossos pecados, mas não na perspectiva de fechar, mas de crescer no conhecimento de Jesus”, afirmou.

Jejum, esmola e oração

O arcebispo Dom Zanoni destacou que no período da Quaresma somos chamados a aprofundar o nosso relacionamento com Deus e deixar Deus falar.

“Somos chamados a perceber nossa identidade, quem somos, para termos consciência das nossas limitações, defeitos e pecados para redirecionar e equilibrar nossa personalidade. A espiritualidade cristã passa pela preocupação com o outro, por isso a grande ênfase nessa campanha da fraternidade é com os pobres”, disse.

Segundo Dom Zanoni, o jejum é importante na reorientação alimentar das pessoas e, sobretudo, na expectativa bíblica é uma dimensão de harmonia, de reintegrar e o esforço de superar o egoísmo e a busca da satisfação pessoal.

“O jejum que a igreja é chamada a fazer é para evitar desperdícios, evitar bebedeiras. O jejum verdadeiro que agrada a Deus é a preocupação com os pobres, com as pessoas. Se eu renuncio comer exageradamente, devo destinar as pessoas que mais precisam”, destacou.

O aposentado Valtércio dos Anjos Silva acompanhou a missa que marcou o lançamento da campanha da Fraternidade este ano em Feira de Santana. Ele afirma que a quaresma é o ponto fundamental para o católico. “É o início dos 40 dias em que Jesus passa no deserto, então nessa evolução, vamos sempre acompanhando com fé, dedicação, amor ao próximo, determinação e alegria no coração. Isso significa minha transformação como cristão, como homem de bem”, afirmou.

Para Maria José Teles Brito, a Quaresma é um momento de conversão, mudança de vida. “É isso que significa para os cristãos que acreditam em Deus. É tempo de misericórdia, de caridade, de fraternidade. Faço o jejum durante o ano, especialmente no período da Quaresma. Há mais de 30 anos que acompanho as missas e significa muita coisa. Deus é tudo pra mim”, salientou.


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